FTL

A Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) é uma empresa privada que transporta cargas ferroviárias há 22 anos, escoando produtos de forma segura, regular e com custos competitivos. Ela tem a concessão da Malha Nordeste da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. que foi privatizada em 1997.

A linha ferroviária em operação atualmente, com 1.237 km em bitola métrica, liga os portos de Itaqui (São Luis/ MA), Pecém (São Gonçalo do Amarante/ CE) e Mucuripe (Fortaleza/ CE), promovendo a integração e dinamizando a economia regional. A FTL movimenta cargas com 105 locomotivas e 1.377 vagões

Em 2019, a empresa transportou 2,2 milhões de toneladas, dos quais 1,1 milhão de celulose, 563 mil de combustíveis e 275 mil de cimento.

Intersecção com a TLSA

A Linha Tronco Sul-Fortaleza (trecho ferroviário entre Missão Velha/CE e Porto do Pecém/CE) será incorporada pela TLSA, que está construindo na região uma nova linha de 527 Km de bitola mista (1,60m e 1,00m). Isso permitirá uma operação conjunta das duas ferrovias nesse trecho.

Museu Ferroviário

História da Ferrovia no Ceará

A primeira concessão para a construção de estradas de ferro no Ceará deu-se com um decreto de 1857, em um empreendimento que deveria construir e explorar uma via férrea que, partindo de Camocim e imediações de Granja, seguiria para o Ipu, passando por Sobral. O projeto foi arquivado. Outro marco da história ferroviária cearense data de 1868, quando foi apresentado o projeto de uma linha ferroviária ligando Fortaleza à vila de Pacatuba, com um ramal para a cidade de Maranguape. Da mesma maneira, não saiu do papel.

Só dois anos depois nasceria o projeto da primeira estrada de ferro construída no Ceará, a Via Férrea de Baturité. Em 13 de março de 1873 chegavam a Fortaleza as primeiras locomotivas, desembarcadas no trapiche do Poço das Dragas (antigo porto). "O prédio da estação ainda estava em obras quando recebeu as máquinas a vapor que, sendo arrastadas por tração animal com a afixação de trilhos portáteis, foram transformadas num show de apresentação, ao desfilarem pela Rua da Ponte (Alberto Nepomuceno) e Travessa das Flores (Castro e Silva) até a Praça da Estação". (Trecho do livro "Estradas de Ferro no Ceará" de Assis Lima e José Hamilton Pereira).

A ferrovia chegou ao Ceará na época do Império. Em 1870 foi fundada a Companhia da Via Férrea de Baturité, que ligaria a capital, Fortaleza, à serra. O trem chegou a Baturité dez anos depois, em 1882, ainda sob o reinado de D. Pedro II, cujo retrato feito naquele ano por Descartes Gadelha, está até hoje conservado no prédio da estação. Nesta mesma época, iniciava-se a construção da Estrada de Ferro Sobral. Em 1919, as obras de expansão das duas ferrovias cearenses viraram frente de trabalho para os flagelados da grande seca que se abateu sobre a região. As duas estradas de ferro, desde 1915 unificadas na Rede de Viação Cearense, passaram a ser subordinadas à Inspetoria Federal de Obras contra a Seca (Ifocs). Em 1920, 12.850 operários estavam envolvidos na construção da ferrovia, inclusive idosos e crianças que pouco podiam ajudar no trabalho.

Quando as primeiras máquinas diesel começaram a operar no Ceará, em 1949, a RVC tinha um total de 86 locomotivas a vapor, todas operacionais. Hoje, restam apenas três destas locomotivas e só duas permanecem no Ceará. As outras 83 máquinas foram cortadas e vendidas como sucata, nos anos 60, em nome da modernidade.

Museu Ferroviário em Fortaleza (CE)

Locomotiva a vapor ALCO 0-4-0ST (1921)

Usada em manobra na antiga Rede de Viação Cearense, ganhou força quando o tanque foi preenchido com areia para aumentar a aderência e tracionar com cargas maiores. Tracionou até 1964, puxando o "Trem dos Operários", que ia da Estação Central de Fortaleza até Urubu (atual Demósthenes Rochert), onde havia oficinas, escola e a vila operária da ferrovia. Há dúvidas quanto a data de fabricação desta locomotiva. Na placa da porta dianteira da caldeira está datado o ano de 1912, mas registros da Alco indicam que a RVC recebeu apenas um lote de seis locomotivas 0-4-0ST todas fabricadas em 1921.


Locomotiva Brookville motor diesel (1946)

Motor a diesel de 12 toneladas com cilindro Caterpillar, freio a ar comprimido desenvolvido pela Westinghouse Air Brake Company e o eixo central equipado com pneus de flangelas largas. Circulou até 1972. Tracionava e realizava pequenas manobras.


Traction Engine

Traction Engine é um trator a vapor usado para mover cargas pesadas em estradas, arar o solo ou fornecer energia em um local escolhido. O nome deriva do latim tracto, que significa "arrastar", uma vez que a principal função de qualquer motor de tração é puxar uma carga. Às vezes, são chamadas de locomotivas rodoviárias para distingui-las das locomotivas ferroviárias - isto é, motores a vapor que funcionam sobre trilhos.


Documentos Úteis

Processo de travessia Tarifas Praticadas Tabela de Operações Acessórias Plano Trienal de Investimentos

Para saber mais sobre as operações acessórias da FTL ou conferir o sistema de monitoramento de carga (Locarga), clique e confira.

Governança Corporativa FTL


Atas FTL
Reuniões de Administração

2019

- Ata de Reunião do Conselho de Administração de 13/11/2019 (download)

Demonstrações Financeiras FTL
Informações Trimestrais - CVM

2019

- ITR de 31/03/2019 (download)
- ITR de 30/06/2019 (download)
- ITR de 30/09/2019 (download)

2020

- ITR de 31/03/2020 (download)
- ITR de 30/06/2020 (download)

Demonstrações Financeiras Padronizadas - CVM

2018

- DFP de 31/12/2018 (download)

2019

- DFP de 31/12/2019 (download)

Sistemas operacionais da ferrovia

  • LOCARGA®: sistema de localização de cargas que usa a mais moderna tecnologia de monitoramento de mercadorias em trânsito;
  • TRAINS®: atua como suporte à decisão para o despacho de trens e para a operação ferroviária. Resultado de um trabalho de implementação que durou dois anos, essa ferramenta elabora planejamentos otimizados em tempo real, realiza previsões e simulações na malha, considerando diversas restrições e particularidades, além de possibilitar a padronização operacional.
  • TRANSFER®: possibilita de uma forma eficiente e prática o gerenciamento de todos os pátios e frotas em tempo real, tornando os processos de gerenciamento ainda mais precisos.
  • AUTOTRAC PRIME: mais moderno do que o AUTOTRAC GPS, usado anteriormente pela FTL, possibilita o monitoramento de todos os trens tanto por meio de satélite quanto por GSM, aumentando o controle da frota e possibilitando a comunicação com o maquinista em qualquer local do percurso.

Última Atualização em 12 de Novembro de 2020

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