Resistência à corrosão: Cristais Normais x Cristais Minimizados
A resistência à corrosão das bobinas ou chapas zincadas é determinada basicamente pela camada de zinco que por sua vez é proporcional à espessura do revestimento. Quanto mais espesso for o revestimento de zinco, maior será a durabilidade do produto zincado, em um mesmo ambiente. Na maioria das atmosferas o recobrimento de zinco proporciona uma proteção muito duradoura, já que a velocidade de corrosão do zinco é, em média, 25 vezes menor do que a do aço. A proteção frente à corrosão proporcionada pelos recobrimentos zincados é várias vezes superior a de qualquer outro sistema de proteção que possa ser utilizado como alternativa.
A CSN dispõe de material zincado com diferentes acabamentos superficiais, sendo chapa zincada cristal normal (CZ-NL), chapa zincada cristal minimizado (CZ-MI) e chapa zincada superfície extra lisa. O acabamento a ser usado depende da aplicabilidade do produto, mas é importante acrescentar que em termos de resistência à corrosão o acabamento superficial não terá nenhuma interferência , é que a resistência a corrosão é diretamente proporcional à espessura do revestimento, não tendo nenhuma relação com o acabamento da superfície como já foi dito anteriormente. O gráfico mostra resultados de ensaios realizados internamente na CSN e também com experiências realizadas em usuários de chapas zincadas nos segmentos de eletrodomésticos, automobilístico e construção civil.
Conforme pode ser observado no gráfico abaixo, para os mesmos pesos de revestimento, tem-se a mesma vida útil do revestimento (tempo para início de 5% de corrosão vermelha) tanto para cristais normais (CZ-NL) quanto para cristais minimizados (CZ-MI)
Aço Patinável
Um tipo particular de aço estrutural que pode dispensar a proteção a corrosão atmosférica (pintura por exemplo) é o chamado Aço Patinável ou Aço Aclimável.
Isso porque esse aço estrutural é de alta resistência a corrosão atmosférica. Trata-se de um aço de baixa liga que recebe em sua composição química pequenas quantidades de cobre, cromo, níquel e fósforo.
Na medida em que o aço é exposto ao ambiente, vai se formando a pátina (daí o nome Aço Patinável). A pátina é uma camada de óxido na superfície do material que tem características diferentes de uma oxidação comum. A formação da pátina ocorre a partir da exposição do material aos ciclos de molhagem (chuva, orvalho, etc.. ) e secagem (ao sol, vento, etc., ).
A CSN introduziu a produção destes tipos de materiais no Brasil com o início da produção do aço CORTEN em 1960. Hoje, depois de vários desenvolvimentos deste tipo de aço, a CSN possui uma família de aços patináveis chamada CSN COR.
A família CSN COR é composta por dois tipos de aço: o CSN COR 420 (média resistência mecânica) e o CSN COR 500 (alta resistência mecânica). Estes materiais permitem a utilização nas mais variadas condições climáticas, apresentando um bom desempenho, com ou sem pintura. Além disso, são aços de fácil soldabilidade e corte e podem ser conformados a frio.
Soldagem Assim como os aços estruturais convencionais, como por exemplo, o ASTM A36, os aços patináveis CSN COR 420 e CSN COR 500 são facilmente soldáveis. Por se tratar de aço resistente à corrosão, o eletrodo a ser utilizado na soldagem também deverá apresentar esta característica. Os aços patináveis prestam-se bem para soldagem por resistência elétrica, na fabricação de tubos e perfis estruturais com costura.
Pintura A pintura adotada para os aços estruturais também se aplica aos aços patináveis. A aplicação de pintura à superfície do aço patinável, no mínimo, dobra sua vida útil.
A aplicação de pintura na superfície do aço patinável é recomendada para a exposição do aço em atmosferas muito agressivas.
A preparação da superfície para a pintura é igual a de um aço estrutural comum, através de limpeza mecânica ou jateamento. A pintura não deve ser aplicada sobre a pátina já formada .