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CSN anuncia para barrar avanço da PET e vender mais aço - Valor Econômico
Patrícia Nakamura - 2/12/2005

A CSN prepara para o ano que vem uma ousada estratégia para difundir a venda de produtos de consumo embalados em latas de aço. Porém, a primeira fase dessa empreitada começa hoje, com o lançamento de uma nova campanha publicitária. O objetivo é tentar alavancar a venda de óleos comestíveis em latas, para conter o avanço do produto envasado em garrafas PET, que ganhou significativas fatias de mercado nos últimos cinco anos. A campanha de alcance nacional, segunda ação publicitária da empresa para divulgar a lata de aço em menos de seis meses, custou R$ 10 milhões e foi desenvolvida pela agência FabraQuinteiro e tem como slogan a frase "Lata de aço: proteção sem comparação." Hoje, o aço divide com o PET o envase de óleos comestíveis (soja, milho, canola, entre outros), segundo números da CSN. Há dez anos, a lata de aço possuía quase 100% do mercado. De acordo com Luiz Fernando Martinez, diretor comercial da CSN, a nova campanha apregoa as vantagens das embalagens da latas de aço - como dispensar o uso de conservantes dos alimentos e ser ecologicamente correto - em relação aos demais materiais. Durante os próximos quarenta dias serão veiculados três filmes diferentes de 30 segundos em televisão aberta. Outro comercial, de 60 segundos, será mostrado durante os intervalos dos especiais de fim de ano das emissoras. A verba também inclui ações de merchandising em programas como o 'Domingo Legal" (SBT), "Hoje em Dia" e "Sônia e Você" '(Record) e no "Pra Valer" (Band). Haverá também ações diretas ao público em 400 pontos de venda em todo o país. "O segmento de latas foi estrurado pela CSN para ser ágil como uma operação de varejo", afirmou Martinez. Para o ano que vem, a empresa deverá ampliar a campanha de utilização da embalagem de aço para outros segmentos, como o de atomatados, derivados de leite, pescados e no segmento de tintas e vernizes. Além de buscar seduzir o consumidor final, a CSN vai buscar a cadeia produtiva para alavancar o volume de vendas das latas e estudam oferecer um programa de benefícios aos fabricantes. No varejo, o preço de uma lata de óleo de soja envasado em PET é um pouco mais barato que o da lata de aço. Entretanto, o produto embalado em latas já chegou a custar 30% mais caro em relação à garrafa de plástico. O aumento do uso da lata é estratégico para a CSN, que tem capacidade de produção de 1, 1 milhão de toneladas de folhas de aço por ano, sendo que 400 mil são importadas. "O objetivo é fazer com que todo esse material seja consumido no país". Esse segmento é responsável por 25% do faturamento da CSN, que no ano passado foi de R$ 9,8 bilhões. A empresa mantém uma empresa de embalagens para bebidas gaseificadas, a Metalic. Localizada em Fortaleza, a fábrica consome entre duas e três mil toneladas mensais de folhas-de-flandres e atende o mercado local.

Ferrovia do Nordeste custará R$ 4,5 bilhões - Jornal do Brasil - 26/11/2005

A obra da nova Transnordestina deve durar três anos, com início em 2006, de acordo com previsão do Ministério dos Transportes. A construção e operação ficarão a cargo da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) - concessionária da malha ferroviária da região. O projeto exigirá investimentos de R$ 4,5 bilhões, que serão aplicados na construção do novo trecho, na compra de novos vagões e locomotivas e na recuperação de trechos existentes.
Os recursos vêm de diferentes fontes. O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) financiará 2,05 bilhões, o Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) disponibilizará R$1,5 bilhão e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fará um empréstimo de R$ 400 milhões. Os acionistas entrarão com R$ 300 milhões de novos recursos e os novos acionistas com R$ 250 milhões.
- Para chegar a esse arranjo financeiro foram muitos meses de discussão - revelou Pedro Brito, secretário-executivo do Ministério da Integração e coordenador do projeto da ferrovia.
O secretário do Ministério da Integração esclareceu ainda que a União não investirá no negócio - apenas financiará o investimento. Ou seja, são empréstimos que o grupo privado vai tomar e vai pagar no prazo acertado.
Segundo avaliação da CNF, em 2010, a Transnordestina deverá ter valor de mercado de US$ 500 milhões. Toda a ferrovia será em bitola larga que é o novo padrão mundial.
Por ser mais larga, permite mais estabilidade e, portanto, mais velocidade no transporte. Também possibilita maior poder de carga uma vez que permite composições com duas máquinas e dezenas de vagões - informou o secretário.
Hoje, segundo dados da Companhia Ferroviária do Nordeste , o custo médio de transporte no Brasil, para mil toneladas, é de US$ 24,5 por quilômetro. Nos Estados Unidos, o transporte de mil toneladas por quilômetro (TKU) custa, em média, US$ 17. Na prática, o Brasil gasta, por ano, US$ 6 bilhões a mais do que os Estados Unidos.

   
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