A relação estabelecida entre máquinas e homens, em um lugar como a CSN, é fascinante. A desproporção entre a estrutura gigantesca que compõe a siderúrgica e a figura humana que – fundamental para o funcionamento do lugar – circula entre máquinas, tubulações, trens, empilhadeiras e esteiras forma um contraste de uma beleza e uma grandiosidade sem igual.

Uma beleza que parece saída das páginas de “As Viagens de Gulliver” ou “Viagem ao Centro da Terra”, alguns dos livros favoritos de minha adolescência. São essas narrativas de jornadas a mundos fantásticos que me vieram à mente nas horas em que passei registrando o universo da CSN.

Penso ainda que é muito significante os quatro elementos mitológicos – água, terra, fogo e ar – estarem presentes em todos os momentos dessa trajetória monumental, sempre orientada pela mão do homem, que transforma de uma forma tão espetacular o minério em aço.

J.R. Duran